Carta não enviada

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Querido,

gostaria de te dizer tantas coisas, mas confesso que não, todas eram perguntas, eu tentando ainda entender quem é você? Talvez eu nessa incrível mania de me entregar por completo mesmo na menor e mais estranha relação, acho que… não na verdade não acho nada, simplesmente foi o que foi, estranho, confuso, atravessado, complexo e silencioso, percebo que quebrei algumas regras com você, a primeira delas foi silenciar e observar demais, a segunda foi te trazer ao meu lar, mas não cabe arrependimento a nada disso, apenas foi como foi…

Saímos ressabidos?

Não pois nada se sai em conjunto, apenas cada um de nós podemos falar por si, eu falo por mim e você por você, e por mim digo foi intrigante, talvez um dia eu escreva textos magníficos e uma história com você como personagem, dessas com um personagem misterioso, assassino que envolva dinheiro, drogas, locais mirabolantes, (eu ainda prefiro o ar misterioso do tipo sensual desconhecido que você passava) ou eu talvez  faça uma dança inspirada nisso, não sei bem o que quero fazer agora, na verdade sei sim, quero tomar um belo banho de cachoeira e me deitar no sol, tomar o sol, até porque os dias quentes andam pedindo coisas assim.

Sabe aqueles filmes iranianos que você sai sem entender o final, então acho que essa é a sensação, e que divertido ser assim, a vida é melhor sem definições, por isso decidi te escrever essa carta, que obviamente nunca vou te enviar, mas é para te agradecer obrigada por todo esse roteiro de filme iraniano.

Beijos!

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